Quem escreve, e com que método
Economista há quinze anos, consultor independente com especialização em finanças pela Fundação Getúlio Vargas. Esta página reúne a trajetória, as convicções que orientam as análises e a regra de apuração que vale para todo número publicado neste site.
Trajetória
Sou economista há quinze anos, consultor independente com especialização em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas. Já atendi mais de trezentas empresas em planejamento contábil, tributário e financeiro. Trabalhei no mercado financeiro no Rio de Janeiro e em Brasília, atendendo diretores e presidentes de multinacionais, ministros e executivos do setor financeiro.
Desde 2020 publico análises de finanças públicas de Mato Grosso do Sul no Instagram, como @economistarenato, traduzindo os números do orçamento estadual para uma linguagem que qualquer cidadão consiga acompanhar. Este site é a extensão desse trabalho, com espaço para o que não cabe em um vídeo curto: o documento, a tabela e a fonte.
Como eu apuro os números
- Fonte primária, sempre. Lei orçamentária, LDO, Diário Oficial, portais de transparência, SICONFI/RREO, IBGE, SEFAZ-MS e órgãos de controle. Número de terceiro só entra depois de conferido no documento de origem.
- A fonte fica visível. Cada análise termina com a lista de documentos usados, para que qualquer leitor refaça o caminho.
- O que não existe é dito. Quando um dado não é publicado pelo poder público, o texto registra a ausência em vez de estimar por conta própria.
- Decisão, não pessoa. A análise trata do ato administrativo e do desenho institucional. Fatos atribuídos a investigações ou processos são sempre apresentados como o que são: atribuições de terceiros, com a fonte indicada.
- Erro se corrige na frente. Correções entram no próprio texto, com data e nota do que mudou.
Convicções
Sou católico e adepto da Doutrina Social da Igreja — o conjunto de ensinamentos que orienta a ação cristã na política, na economia e na sociedade. Bem comum, subsidiariedade, solidariedade e dignidade da pessoa humana são, para mim, critérios de avaliação de política pública, e não apenas princípios de foro íntimo.
Disso decorrem algumas posições que o leitor vai reencontrar nos textos:
- Tributação sobre patrimônio e renda, não sobre o consumo essencial. Imposto embutido em comida pesa proporcionalmente mais em quem ganha menos — é regressividade, e ela é mensurável.
- Prioridade do essencial sobre o supérfluo. Todo orçamento escolhe; a discussão útil é sobre o critério da escolha.
- Crédito e dívida a serviço de quem produz. Juros abusivos e endividamento mal contratado drenam capacidade de investimento por décadas.
- Mérito e resultado. Incentivo público sem contrapartida verificável deixa de ser política econômica.
- Energia e infraestrutura como base. Mato Grosso do Sul tem sol, biomassa, gás e potencial hídrico; depender de energia cara é uma escolha de política, não um destino geográfico.
Transparência
Sou pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Democracia Cristã. Este site é espaço de análise e opinião pessoal: não é propaganda eleitoral, não pede voto e não promete obra, cargo ou programa de governo. Sempre que um texto tratar de tema ligado à disputa política, a declaração acima continua valendo, e o leitor pode cobrá-la.
Errei? Me corrija
Divergência de número é bem-vinda e é tratada com seriedade. Envie o apontamento com a fonte que você considera correta, por mensagem direta no @economistarenato. Se a correção proceder, ela é publicada no próprio texto, com data — e com crédito a quem apontou, se a pessoa quiser.
Registro profissional: economista, CORECON-MS nº 1297. Campo Grande, Mato Grosso do Sul.